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Procrastinação x Produtividade

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Um dos temas que mais surgem nas redes sociais quando o assunto é rotina e o nosso cotidiano é a produtividade. Há uma série de publicações com estratégia de como sermos mais produtivos. Neste contexto, a procrastinação surge como a antítese da produtividade. Esses conteúdos não levam em consideração que a procrastinação pode ser vista com naturalidade em nossas vidas. É impossível ser produtivo o tempo todo.

Procrastinar não é apenas o comportamento de adiar uma tarefa, de dar espaço ao ócio ou ao descanso. Trata-se do adiamento espontâneo e consciente capaz de trazer consequências negativas para a vida. O ato de deixar para depois causa sofrimento e prejuízo ao procrastinador. A longo prazo, a procrastinação torna-se um problema ao impedir o funcionamento normal do indivíduo.

Ela funciona por meio de um ciclo. A tarefa a ser realizada gera uma avaliação cognitiva, surge o pensamento de que o que precisa ser feito é chato, de que não há vontade na realização dela e de que o melhor é deixá-la para depois, etc. Desencadeia-se uma emoção geradora de tédio e que resulta em uma sensação de cansaço. Como resultado criamos comportamentos para evitar a tarefa e nos trazer alívio, por exemplo, checar redes sociais, dormir, etc.

O resultado da procrastinação causa prejuízos pessoais, estresse, sensação de fracasso, baixa produtividade. Ameaça as responsabilidades e compromissos assumidos. As consequências afetam tanto a saúde quanto às relações pessoais e profissionais.

A procrastinação deve ser vista como uma dificuldade em regularmos nossos pensamentos, emoções e/ou comportamentos diante da maneira como interpretamos uma situação. O adiamento se transforma em uma estratégia para compensar a curto prazo um desconforto gerado por uma atividade, porém resultando em prejuízos a longo prazo.

O ato de deixar para depois não é apenas uma questão sobre procrastinação. Cada um tem o seu próprio ritmo e estratégias generalistas para transformar a rotina em algo mais produtivo não devem ser levadas a risca pois também podem gerar a sensação de fracasso. Reconhecer nossa disponibilidade e responsabilidade é fator determinante na construção da nossa rotina, e a noção de produtividade precisa estar alinhada a essas características, pois nem sempre estamos procrastinando. Na maior parte das vezes estamos apenas respeitando o nosso ritmo e o nosso momento.

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Francieli Krug

Sou psicóloga formada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS e pós-graduada em Terapia Cognitivo Comportamental pelo InTCC. Atuo como psicóloga clínica em atendimentos presenciais e on-line voltados para adolescentes e adultos.

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